Brisola Social

Conheça a minha história! 

Sou Adriano Brisola, paulistano de nascença, pai de Davi Luca, filho da Maria Severina e Deusdeth Pereira. Meus irmãos são Daniel Pereira e Mário Júnior.

Empresário do ramo gastronômico, vim conhecer a cidade de Cabo Frio há 12 anos. Entre idas e vindas a passeio resolvi me fixar de vez nesta cidade linda e de pessoas trabalhadoras.

Depois de se separar do meu pai Deusdeth, minha mãe foi viver com um outro companheiro, a partir daí nossa vida começou a ficar muito complicada.

Desde muito cedo, aos 9 anos comecei a trabalhar vendendo limão na feira para poder ajudar minha mãe com a alimentação da casa. Apesar de não ser nada legal, descobri que tinha talento para vendas, pois nos primeiros dias vendi mais que o dono da barraca de limões.

Imaginem uma criança franzina pedindo emprego pois não tinha o que comer em casa?

Quando cheguei ao dono da banca e pedi para vender limão ele falou:

- Garoto você é muito novo e fraquinho como você vai conseguir andar nesse sol com peso nos ombros? Você não vai conseguir.

A partir daí ele despertou uma raiva e um sentimento de desafio:

- Tio, estou com fome, deixa eu trabalhar preciso ajudar minha mãe a comprar comida?!

Ele olhou pra mim com um olhar de indignação e montou 10 pacotes com uma dúzia de limões em cada.

Enquanto isso, ele me deu três pães com mortadela e dois copos de refrigerante.

Então a partir daí fui à guerra! Em 20 minutos vendi os 10 pacotes.

No final do dia eu tinha vendido 90 pacotes de limões. Fiquei numa alegria imensa quando aquele senhor me deu um bolo de notas, nessa época nossa moeda era o Cruzeiro, logo depois passou para o cruzado.  

A partir daí descobri que poderia fazer a diferença em minha vida e nas vidas da minha mãe e irmão. 

Passados alguns dias minha mãe passou a sofrer mais ainda com as agressões por parte do companheiro dela, principalmente depois de consumirem muita bebida alcóolica

(especificamente cachaça) ela era brutalmente espancada a ponto de ficar dias internada, com parte do corpo queimada e até esfaqueada.

Era uma situação muito triste de se ver. Não desejo para nenhuma criança, mas sei que infelizmente ainda é a realidade de muitos jovens em nosso país. Passamos muita fome, eu e meu irmão Daniel, porque o homem com quem ela se relacionava saía e nos deixava presos em um cômodo com um banheiro, local totalmente insalubre devido a mofos e vazamentos.

Em 1993, depois da recuperação da minha mãe, ela arrumou um emprego como acompanhante de idosos e precisou nos deixar com a família Frota que morava em um bairro próximo. 


Mudança para a família Frota  

Com essa família eu e meu irmão começamos a trabalhar com castanhas de caju para poder compensar nossa estadia na casa, mas a partir daí fomos abraçados por essa família que tinha como matriarca, a dona Almerinda e o patriarca o senhor José Frota. 

Ao passar dos tempos percebemos que já fazíamos parte dessa família, inclusive eu digo que tenho duas famílias, assim como a senhora Almerinda que tenho como mãe. 

Uma senhora que já com seus 60 anos vendia e fornecia castanha de caju para toda a São Paulo. Graças a ela e ao senhor Frota me tornei um grande vendedor, por essa família só tenho gratidão e amor, parte do que eu sou devo a eles. 

Em 2001 fui me aventurar a viver a minha vida, a trabalhar como autônomo e ter o meu cantinho. Aí começou a vida de adulto! Com 16 anos comecei a pagar aluguel e a viver com as responsabilidades de um grande homem. 

Sempre apaixonado pela natureza, viajava para os litorais paulistas, como as cidades de Santos, São Vicente, Praia Grande, Itanhaém, Peruíbe, Guarujá, Bertioga, São Sebastião, Ilha Bela, entre outras cidades praianas. 

Em 2012 comecei a cursar a faculdade de Direito parando no 3º período por razões financeiras.  

Sempre trabalhando e apaixonado por viajar e conhecer novos lugares resolvi passar 5 anos em Ubatuba, lugar paradisíaco com muitas montanhas, cachoeiras, trilhas e praias de águas claras e verde esmeralda.   

Lá comecei estudar Políticas Sociais e me engajei na luta pela causa social. Resolvi então montar uma ONG chamada Viva Jovem com cursos de capacitação profissional para os jovens de periferias e comunidades. 

Depois de tudo pronto e arrumado comecei a pesquisar sobre as comunidades do Rio de Janeiro, a partir daí resolvi deixar a ONG Viva Jovem com outra diretoria e lá fui eu de novo viajar e levar meus serviços para o estado do Rio de Janeiro, mas foi em Cabo Frio que após várias visitas resolvi fixar as raízes e me dedicar a trabalhar pelo social.


Em Cabo Frio

Aqui, neste paraíso tropical percebi dois extremos. Um, na orla da praia, onde o metro quadrado custa milhões e o outro, as comunidades onde falta o básico, como água potável, saúde básica e educação de qualidade, isso sem falar da falta de integração dos jovens com a cultura. 

Passado o tempo comecei a militar na vida política, percebi que poderia fazer mais e comecei a estudar economia solidária. 

Em 2020 fui convidado a me candidatar a vereador e mesmo sabendo das dificuldades não poupei esforços. Fui para as ruas com a cara e a coragem, mas consciente de que poderia fazer a diferença. 

Junto com o meu Amigo Zelder Reis criamos as nossas 13 propostas para apresentar à sociedade cabo-friense.


Secretaria de Assistência Social  

Após as eleições de 2020 fui convidado pelo Prefeito José Bonifácio para ser o 

Superintendente de Políticas Públicas na Secretaria Municipal de Assistência Social. Como já conhecia muitas comunidades, comecei a pesquisar as demandas do distrito de Tamoios. E através da minha companheira de partido Roberta Cruz, fui conhecer o Chavão. 

Lá pude constatar o abandono por parte do poder público, conversando com os moradores pude ouvir e registrar o descaso com o bairro e com àquela população. 

Uma das coisas que mais me chateou foi a utilização de uma caixa d'água pública como moeda de troca eleitoral. Isso mesmo! Apesar de pública, o seu uso era com objetivo “politiqueiro”, condicionando a população do bairro à situação de “curral eleitoral”, só abastecendo-a em período de campanha política. A partir dessa denúncia e averiguação com os moradores, tive a ideia de criar projetos. 


Assistência Itinerante 

Como superintendente criei o Projeto Assistência Itinerante, projeto este que tem como objetivo levar para as comunidades um braço da Assistência Social, levar às pessoas com dificuldade de acesso, os serviços da pasta. 

Nesse projeto apresentado para a secretaria de assistência social Nilza Miquelotti tive a ideia de municipalizar a Caixa D'água. Levando para mais de mil famílias dignidade de ter o básico que é água potável. 

Depois do chavão, o projeto avançou para mais 12 etapas nos seguintes locais: 

Manoel Corrêa, Apae (São Cristóvão), Jacaré, Jardim Esperança, Condomínio Monte Carlo, São Jacinto, Unamar, Aquarius, Maria Joaquina, Botafogo, Morubá e Praia do Siqueira. 

No total, realizamos mais de 1.300 atendimentos sociais, tendo em sua maioria a emissão de documentos, como certidões de nascimento, óbito, casamento e agendamento de segunda via de RG. 

Com tudo isso percebi que a falta de vontade política era muito grande, se eu fiz como superintendente, imaginem o que um vereador poderia fazer em seus projetos de lei e fiscalização dos serviços públicos básicos, como esses? 


Moeda Social Itajuru 

Vendo minha capacidade de criar os projetos, o Prefeito me convidou para coordenar o programa Moeda Social Itajuru.  

A Partir daí foram meses de estudo junto com minha companheira de trabalho Vanessa Martins, que na época era da Comunicação e me ajudou escrevendo os projetos, aliás ninguém faz nada sozinho né? 

Vanessa passou a ser parte da minha vida, posso dizer que é a irmã que eu não tive. 

Pessoa honesta, leal e trabalhadora, pessoa que posso confiar em qualquer situação, Vanessa, te amo rsrs. 

Em 29 de outubro de 2021 conseguimos lançar a Moeda Social Itajuru no bairro Manoel Corrêa (o projeto-piloto). O município iniciou o programa injetando R$ 100.000,00 (cem mil reais) no bairro, contemplando 500 (quinhentas) famílias vulneráveis com 200 itajurus mensais, o equivalente a 200 (duzentos reais) para gastarem no comércio local cadastrado. Como farmácias, padarias, mercados, vestuário, gás e diversos outros estabelecimentos, exceto os com vendas de cigarros e bebidas alcóolicas, proibição prevista na Lei 3.286/2021. 

A partir do grande sucesso expandimos o programa para mais seis bairros, Monte Alegre e adjacências, Maria Joaquina (distrito de Tamoios), Tangará, Sinagoga (distrito de Tamoios) e Jacaré. Totalizando 3.000 (três mil) famílias.  

Nessa política pública fortalecemos mais de 150 comércios que cresceram, se formalizaram e geraram emprego e renda.   

Já foram investidos mais de 9 milhões em Itajurus e assim se faz economia solidária, quando em comunidade todas crescem. 

Obrigado por conhecer a minha história de vida e profissional. 


Resultado do Meu Trabalho 

Video Moeda Social Itajuru 3 anos - OFF CORRIGIDO.mp4

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